22 de abr. de 2010

A diplomacia da americanização...

Olá pessoal,

A imagem ao lado é do livro (e-book) que foi publicado pela Editora da Unesp, no selo Cultura Acadêmica. É o fruto das pesquisas do mestrado em História e Cultura Política, feito entre 2007-2009.

Para ter acesso ao texto integral é só entrar no site da Cultura Acadêmica, se cadastrar e pronto. Ficarei grato em atrair alguns leitores.

Abaixo, inseri um pequeno briefing com o objetivo de tematizar o conteúdo aos leigos e/ou interessados.

Forte abraço,
Gabriel.

A transição da Monarquia para a República no Brasil foi cercada de conturbados eventos no plano interno, em razão do "vazio de poder" decorrente das instituições decaídas, e no plano externo, eleito como ponto de referência e de legitimidade para a boa condução do país. Partindo do pressuposto de que havia porosidade entre a política interna e a política externa, a diplomacia exerceu alta influência nos acontecimentos domésticos nacionais, referendando principalmente o relacionamento com os Estados Unidos como o ponto de apoio à instável política interna. O maior representante dessa linha de atuação foi Salvador de Mendonça, diplomata do Brasil nos Estados Unidos. Americanista convicto, ele diplomata trabalhou pela aproximação - leia-se americanização - do Brasil, intervindo em três ocasiões: na Conferência Americana de 1889-1890 em Washington, na assinatura do Tratado de Reciprocidade Comercial de 1891 e durante a Revolta da Armada no Rio de Janeiro em 1893-1894. Fundamentando a pesquisa em sua na correspondência diplomática, o autor desta obra mostra a importância da atuação de Salvador de Mendonça na aproximação com os Estados Unidos, processo que ao longo de quase uma década tornou sinônimas as idéias de republicanização e americanização da esfera política brasileira.

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